“Ato Parental” tem sessão de autógrafos na Livraria Martins Fontes em SP

O evento será na próxima quinta-feira, 19 de setembro de 2019 entre 18:30 e 21:30 na Livraria Martins Fontes da Av. Paulista 509.


Ato Parental é uma peça teatral escrita por Tuna Serzedello a partir das experiências, encontros, rodas de conversa, workshops e oficinas com jovens pelo núcleo artístico da Cia. Arthur-Arnaldo entre os meses de agosto de 2017 e novembro de 2018 como parte do projeto )entre jovens( contemplado pela 30a edição do Programa Municipal de Fomento ao teatro para cidade de São Paulo.
O núcleo artístico da Cia. Arthur-Arnaldo é formado por: Carú Lima, Júlia Novaes, Luisa Taborda, Soledad Yunge, Taiguara Chagas Chagas e Tuna Serzedello.


A publicação da edição é da Chiado Books.
O livro conta com prefácio do diretor e ator Laerte Mello e orelha escrita pelo dramaturgo e jornalista Dib Carneiro Neto.

SINOPSE
“Em um futuro distante, após o plebiscito que terceirizou o governo, o Brasil vendeu o direito de exploração do país, incluindo os naming rights, para uma empresa multinacional e, a partir da implantação do Ato Parental, vive uma onda de igualdade e crescimento econômico sem precedentes”

Trecho do prefácio
A incoerência coerente da coerência incoerente.
Por Laerte Mello

“Escrito na melhor forma do teatro contemporâneo em cenas
independentes, que podem ser encenadas na ordem que o diretor desejar, e com personagens que podem ser interpretados por diferentes gêneros. É assim que Tuna produz uma espécie
de distopia, que mostra um país absurdamente regido por um governo absurdo. Anos atrás seria um texto única e exclusivamente pessimista e cômico. Nos dias de hoje é um alerta sobre onde a humanidade pode chegar.
A peça se passa em um Brasil fictício, os personagens não têm nomes, são definidos por suas funções na sociedade: professor, coordenador, aluno, ator, pai, mãe, etc. A “opinião” foi banida. Banimento este justificado pelo tanto que diferentes opiniões causam tantos conflitos. Professores precisam consultar manuais a cada pergunta de aluno para ver se podem responder aquele tipo de questão ou não. Um pai é pressionado pela escola, porque seu filho de oito anos “ainda” não sabe atirar com arma de fogo. Um projeto que tem como objetivo “modernizar” museus, digitaliza as obras e depois as queima junto com o prédio – “queima de museus ativa o mercado de arte, pesquisa e até o mercado imobiliário. ” Religiões foram unificadas em uma só religião, universalizando o amor. Cidadãos têm personal para tudo, de “personal shoper” a “personal hormones controler”. Livros são queimados para posteriormente serem republicados com autoria “anônima”. Tratamento para homogeneização da cor da pele “erradica” o racismo. Não só os serviços básicos, mas o governo em si é terceirizado. Professores são penalizados por não citarem o lado positivo da economia no período da escravidão. Pais decidem os temas de trabalhos escolares de seus filhos e recorrigem provas anteriormente corrigidas pelos professores. Pais pagam por lobotomias para que seus filhos tenham as mesmas ideias e costumes que seus progenitores. Testes são feitos para que cidadãos comprovem grau máximo de ignorância, sendo que, quanto mais ignorante, mais graduado. Se planta a coerência na incoerência através de todos esses quadros.”

Orelha do livro Ato Parental
Dib Carneiro Neto

“São muito raros, e por isso muito bem-vindos no Brasil, autores dedicados à dramaturgia para (e sobre) jovens. Cada boa peça nova que surge para público adolescente deve ser festejada. Daí a importância do registro em livro deste texto teatral de Tuna Serzedello, do núcleo artístico da Cia. Arthur-Arnaldo, de São Paulo. Tuna produziu esta pérola, que agora você também tem ao seu alcance, a partir de encontros e rodas de conversas exclusivas com… jovens, justamente eles. O resultado, a meu ver, é uma “parábola futurista”, assustadora como enredo e divertida como exercício dinâmico de reproduzir as cenas com velocidade/aleatoriedade de internet, ou seja, Ato Parental está afinada com uma das séries de TV mais cultuadas pela juventude atualmente no mundo, Black Mirror. Mas é mesmo futurista?! Quem dera… Comece a ler e constate a atualidade do tema: um País que decide cultuar a ignorância, estimular o consumo, restringir a liberdade de expressão, desencorajar o pensamento, reforçar os preconceitos, valorizar as armas… Tuna Serzedello escreve com ironia fina e imaginação antenada, duas características que primam pela inteligência antes de tudo – e é disso que os adolescentes mais gostam no teatro: que os tratem com astúcia, não com infantilidades. Boa leitura. E vamos ao teatro!”

título: ATO PARENTAL
isbn: 9789895254668
idioma: Português
encadernação: Brochura
formato: 14 x 22 x 1
páginas: 130
ano de edição: 2019
edição: 1ª

Publicado por Cia. Arthur-Arnaldo de Teatro

Fundada em 1996 a companhia sempre pesquisou e atualizou temas sociais e políticos. Resgatou a dramaturgia de Augusto Boal montando dois de seus textos (um deles inéditos nos palcos brasileiros. A partir de 2006, idealizado pela diretora Soledad Yunge, começou um trabalho de pesquisa com textos voltados ao público jovem. Em 2007 a Cia recebeu 5 indicações para o Prêmio FEMSA de Teatro Infantil e Jovem, incluindo a de melhor espetáculo jovem de 2007, e foi contemplada com o Prêmio Myriam Muniz da Funarte para o espetáculo “Bate Papo” do autor irlandês Enda Walsh, até então inédito nos palcos brasileiros. A peça tratava de um assunto sério: bullyng virtual, a repercussão foi tanta que a peça comemorou um ano em cartaz e foi capa de uma matéria sobre o tema na Revista da Folha. Em 2008 encenou o texto “Cidadania” de Mark Ravenhill, recebendo 6 indicações ao Prêmio FEMSA 2008, incluindo a de melhor espetáculo jovem de 2008 e vencendo na categoria de melhor ator para Fabio Lucindo. Recebeu criticas elogiosas nos principais veículos de comunicação: Veja SP, Folha de SP e Estado de SP. Em 2009 a montagem da peça “DNA” que traz pela primeira vez aos palcos paulistas a dramaturgia do inglês Dennis Kelly, um dos mais festejados autores britânicos jovens em um de seus melhores textos, segundo o The Guardian. A peça recebeu 5 indicações ao Prêmio FEMSA, incluindo melhor espetáculo jovem de 2009 e foi convidada para reinaugurar a Sala Carlos Miranda da Funarte em 2009. Em 2011, chegou a vez das redes sociais, e a Cia. estreou o espetáculo Feizbuk do autor argentino José Maria Muscari no evento “Qual é a sua?” voltado ao público jovem no SESC Consolação. A peça vem sendo apresentada com sucesso nas diversas unidades do SESC em SP e inclusive em parceria com a FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). Em 2012 a Cia Arthur-Arnaldo foi indicada ao Prémio FEMSA na Categoria Especial em reconhecimento ao trabalho continuado dedicado ao público jovem. Nosso repertório já foi apresentado em diversas salas de espetáculo: unidades do SESC Consolação, Belenzinho, Pompéia, Vila Mariana, Santos, Santo André, Bauru, SJ Campos, Campinas, Sorocaba; Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da Juventude, Espaço dos Satyros 1, 2 e 3 (Jd Pantanal), Teatro Cultura Inglesa-Pinheiros, Complexo Cultural da Funarte entre outros. Em 2013 e 2014, esteve em cartaz no Centro Cultural São Paulo com a montagem do texto do autor português Tiago Rodrigues “Coro dos Maus Alunos” - a peça foi contemplada pelo edital do Proac de Produções Inéditas e foi indicada ao Prêmio FEMSA nas categorias: autor, elenco e melhor espetáculo jovem; e ao Prêmio CPT 2013 nas categorias: dramaturgia, direção e melhor espetáculo jovem. Em 2014 a Cia. Arthur-Arnaldo estreou o espetáculo infantil "Os Pés Murchos x Os Cabeças de Bagre" , dirigido por Soledad Yunge, em 3 de maio no Centro Cultural São Paulo - Sala Jardel Filho. A peça cumpriu temporada em 2015 no Teatro Cacilda Becker (SP) e participou da Mostra 2014 em Cena, Virada Cultural Paulista e do Circuito SP de Teatro. Em 2015 foi contemplada pela Lei de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo com o projeto #JOVENS que inclui circulação de 2 espetáculos (Coro e Pés Murchos), encontros formativos, 20 oficinas gratuitas para jovens de escolas públicas além da produção de um novo espetáculo. ROLÊ, com texto e direção de Tuna Serzedello, estreou no Centro Cultural São Paulo em 14 de outubro de 2015 e reestreou na mesma sala dia 26 de janeiro de 2016. ROLÊ foi publicado na pela editora Giostri na coleção Dramaturgia Brasileira. Em 2017 o projeto )Entre Jovens( foi contemplado pela 30a edição do Programa Municipal de Teatro para a Cidade de SP e realizou inúmeras vivências com jovens para a criação de uma dramaturgia inédita, além de uma Mostra e uma exposição, com leituras e espetáculos celebrando os 10 anos de repertório jovem da Cia. e a estréia de um novo espetáculo "Mártir" de Marius Von Mayenburg, com direção de Soledad Yunge. Em 2018 a Cia. Arthur-Arnaldo esteve na Alemanha para uma colaboração internacional com o Alarm Theater de Bielefeld para a montagem da peça “Schutzschilde” (Escudos Humanos) da autora portuguesa Patrícia Portela com jovens alemães e refugiados. 2019 marcou a estreia do espetáculo “A Travessia de Maria e seu irmão João” contemplado pelo 23º Cultura Inglesa Festival e a publicação pela Chiado Books da peça “Ato Parental” de Tuna Serzedello resultado do projeto )entre jovens( de 2018.

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